segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Quantos verbos viverão apenas no dicionário,
Mortos que foram pelas modernas formas
De comunicação?

Quantas plantas foram roubadas
E substituídas por sintéticos
Para fazer a fortuna dos laboratórios?

São nossas ervas naturais sendo substituídas por óleo,
São nossas vidas sendo transformadas num atraso.
No caminhar da carruagem
A pedra no sapato somos nós.
Para nos manter vivos (como escravos)
É só dar um aparelho de TV a cada um
E fazer com que ele se sinta bem
Em algum “cantinho”da sociedade,
Com que o outro entenda isso
E com que eu consuma cada vez mais
A porra dos enlatados
Que já me rasgam o cérebro
Trazendo à minha companhia
Um tétano de ocasião.

Quantos não querem sair mesmo
E um “é isso aí, é isso mesmo...”
Já os faz se sentirem bem?

Quantas prisões já foram efetuadas
Em nome das leis que não foram por nós assinadas
E as quais temos que respeitar de boca fechada?

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